quinta-feira, 1 de abril de 2010

Perceber as mordidelas…

O artigo é da psicopedagoga Claudia Sousa e foi retirado daqui.

Por que é que as crianças pequenas se mordem umas às outras e às vezes até a si mesmas? Expressão de agressividade? Violência? Stress? Sentimento de abandono?

Uma coisa muito comum nas Creches – mas que costuma provocar muita preocupação nos pais – são as mordidelas. Principalmente no período de adaptação, em que, além da maioria das crianças estar a viver a sua primeira experiência social extra-familiar, os grupos estão em fase de formação, de  “primeiras impressões”, ou em situações de entrada de crianças novas para a sala, as mordidas quase sempre fazem parte da rotina diária das crianças. Não é fácil lidar com esta situação, tanto para os pais (é muito doloroso receber o filho com marcas de mordida!), quanto para nós, Educadores (que nos sentimos impotentes, na maioria das vezes, sem conseguir impedir que elas aconteçam).

imageAs crianças pequenas geralmente mordem para conhecer. Para elas, tudo o que as cerca é objecto de interesse e alvo de curiosidade, inclusive as sensações. O conceito de dor, por exemplo, é algo que vai sendo construído a partir das suas vivências p essoais e principalmente sociais, e não é algo dado à priori.

Mordendo o outro, a criança experimenta e investiga elementos físicos, como a sua textura (as pessoas são duras? São moles? Rasgam? Partem?), a sua consistência, o seu gosto, o seu cheiro; elementos “sexuais” (no sentido mais amplo da palavra), na medida em que morder proporciona alívio para as suas necessidades orais (nelas, a libido está basicamente colocada na boca) e ainda investiga elementos de ordem social, isto é, que efeitos esta acção provoca no meio (o choro, o medo ou qualquer outra reacção do amiguinho, a reprovação do Educador, etc).

É claro que, vencida esta primeira etapa de investigação, algumas crianças podem persistir em morder, seja para confirmar as suas descobertas ou para “testar” o meio ambiente (disputa de poder, imagequestionamentos de autoridade, etc). Ou ainda, pod e ser uma tentativa de defesa: ela facilmente descobre que morder é uma atitude drástica. Raramente a mordida é um acto de agressividade, e muito menos de violência, a não ser que estejam a viver alguma situação de intenso stress emocional em que todos os demais recursos estejam esgotados.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Nós por cá…

 … Adoramos uma boa história…

Ficam hoje alguns exemplos de alguns dos livros que fazem as delícias da nossa sala

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Boas leituras aí em casa!! :)

sábado, 16 de janeiro de 2010

Os terrores nocturnos

Olá a todos. Regressamos após algum tempo sem dar notícias. E regressamos com um artigo bastante interessante que a Inês retirou do site (também ele de interesse) www.educare.pt sobre os Terrores Nocturnos. Boas leituras!

***

Serviço de Pediatria do Hospital de São Marcos de Braga | 2008-03-05

O que fazer quando o seu filho acorda à noite, assustado, acreditando piamente na presença de monstros e fantasmas debaixo da sua cama? Como lhe poderá transmitir segurança?


Os terrores nocturnos são comuns nas crianças entre os 2 e os 5 anos. Raramente se relacionam com objectos ou acontecimentos, mas sim com o medo de perder a mãe, do esquecimento do pai, medo do escuro, de alturas, de animais ferozes, de ladrões maus, de crianças agressivas, etc.


imageNesta idade, as crianças lutam para distinguir o real do imaginário. O sentimento de medo é real, por mais absurdo e fantástico que lhe possa parecer. Deve-se, por isso, evitar a minimização dos seus sentimentos. Para transmitir segurança ao seu filho não se deve mostrar ansioso e tal só é possível se estiver consciente que estas situações são perfeitamente normais. Segundo o pediatra T. Berry Brazelton, o medo surge quando a criança toma consciência dos seus próprios sentimentos ‘agressivos’ e da sua capacidade de ser ‘má’.

 
Seguem-se algumas sugestões que poderá seguir nestas situações:
1. Acenda a luz.
2. Conforte-o, abraçando-o.
3. Ouça os seus receios com atenção.
4. Respeite-os, porque o medo que sente é real.
5. Uma explicação honesta não valerá a pena.
6. Diga-lhe que os pais estão no quarto mesmo ao lado e que não irão permitir que algo lhe aconteça.
7. Dê-lhe a oportunidade de enfrentar e resolver os seus problemas sozinho, com os seu próprios recursos.
8. Ofereça-lhe um objecto de conforto, como, por exemplo, o seu peluche preferido ou deixe uma luz de presença acesa.
9. Não se recomendam atitudes de superprotecção, uma vez que poderão prolongar o medo.
10. Durante o dia, sempre que se proporcionar, tente abordar o assunto.
11. Procurem encontrar soluções em conjunto para enfrentar o medo:
- Antes de dormir, dê-lhe um beijo especial, com “poder de afugentar os maus”;

- Pegue na vassoura e “varra” para fora do quarto os medos;
- Compre um peluche que seja “um poderoso guardião do quarto”‘;
- Espalhe umas gotas de um “perfume mágico” que tornarão o quarto impenetrável;
- Espreite debaixo da cama e o interior dos armários para demonstrar que estão vazios.

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Se os sintomas persistirem e se não conseguir ajudar o seu filho, será aconselhável que procure a ajuda de um psicólogo ou de um pedopsiquiatra.

Susana Nunes, interna complementar de Pediatria in www.educare.pt

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Coisas minhas – Desafio

Todos escondemos alguns segredos ou, talvez, algumas curiosidades a nosso respeito que só alguns conhecem ou conseguem descobrir. Aceitando o desafio da Margarida, aqui ficam alguns segredos que poucos deverão saber a meu respeito… Divirtam-se……

1. Confundo pessoas conhecidas (figuras públicas portanto). Encontro facilmente parecenças nas pessoas e tenho saídas que provocam o revirar de olhos do Miguel seguido do braço no ombro como quem diz “não Inês, estás a confundir vá, vamos embora…” (risos, muuuiiiitooooos risos)

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2. Sou péssima a decorar caminhos. Perco-me quase sempre ao tentar ir para sítios que não conheço bem.

3. Como pastilhas elásticas todos os dias, por vezes de forma compulsiva.

4. Gostava de ter um papagaio (porque se ráááá???).

5. Gostava de tirar um curso de fotografia.

image6. Digo que não gosto de comida japonesa mas, na verdade, acho que não gosto, porque nunca provei.

Passo agora a bomboca à Cat para que nos conte alguns dos seus segredinhos… :) Beiijinhos!

domingo, 29 de novembro de 2009

Petição: Educação desde o Nascimento

Está a decorrer uma petição pelo Direito à Educação desde o Nascimento. Pretende-se a contemplação das creches enquanto instituições educativas, reforçando-se o direito das crianças à educação desde que nascem. Eu já assinei.

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Em Portugal, existem profissionais que pelas suas práticas, evidenciam dar grande atenção à importância dos três primeiros anos de vida ao nível do desenvolvimento cognitivo, físico e emocional das crianças e da aprendizagem. Contudo, a organização de serviços de educação e cuidados para crianças deste grupo etário é ainda pouco expressiva e eficaz, uma vez que têm faltado políticas claras e um efectivo investimento público nas creches como respostas educativas, a que as crianças têm direito desde o nascimento.

Consideramos que se tem minimizado o facto de as creches serem locais de desenvolvimento e aprendizagem, de construção de experiências pessoais e educacionais relevantes para as crianças e suas famílias, bem como para os profissionais que nelas trabalham.

Todavia a Lei de Bases do Sistema Educativo (LBSE), pese embora a recente alteração que sofreu, não contempla os serviços de creche, ama e outras modalidades, como educação; persiste a concepção de acometer à creche ou à ama, uma função de apoio à família, de resposta social no sentido em que liberta a mulher para o mercado de trabalho; ou mesmo de encarar a família como a única responsável pela educação das crianças pequenas.

Esta situação tem vindo a acarretar significativas limitações na qualificação dos serviços e equipamentos, de garantia de acesso para todas as crianças, mas também de desenvolvimento profissional e de condições de trabalho dos educadores.

(pelos signatários da petição)

Assinem a petição em:

http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2009N602

domingo, 25 de outubro de 2009

As primeiras brincadeiras espontâneas a pares

Uma das nossas brincadeiras preferidas é sentarmo-nos de frente para a Inês, com as pernas abertas e de mãos dadas. Enquanto entoamos a canção do “Barquinho”, balançamos os corpos para a frente e para trás. Com o fim da canção os corpos tombam para o lado… Barquinho_blog

Após 2 semanas em que era a Inês a nossa companheira para navegar, esta semana começámos a fazê-lo… uns com os outros…As imagens falam por si…

“O barquinho ligeiro andava, ligeirinho andava no mar…”

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“Veio a onda baloiça o barquinho e o barquinho faz chap no mar…”

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Os jogos musicados cativam a atenção dos mais novos, e se numa fase inicial escolhem o adulto para o realizar com eles, rapidamente descobrem o prazer de o realizar com um amigo da sua idade… Descobrimos através das experiências… Crescemos com os outros… :)

domingo, 18 de outubro de 2009

A propósito do Dia Mundial da Alimentação

Artigo: “Dez mitos sobre a alimentação infantil”

Muito se diz sobre o que devem - e o que não devem! - as crianças comer. Mas, quantas vezes tudo não passa de ideias feitas e erradas?

imageA alimentação das crianças ocupa um lugar muito importante no dia-a-dia de todos os pais e mães. Mas não é tarefa fácil, a de ensinar hábitos alimentares correctos e saudáveis. Ex ige algum conhecimento, força de vontade, persistência e muito carinho. E esta tarefa é ainda complicada pelas mil opiniões que circulam sobre o que se deve e não deve dar de comer, quais os hábitos mais saudáveis, quais as regras mais importantes. «Aos meus filhos faço assim...» ou «No meu tempo era assado...» são frases que, apesar de muito bem intencionadas, muitas vezes complicam a vida aos pais. E se a avó diz «está tão magrinho...» parece que o mundo desaba e que está a passar aos pais um atestado de incompetência.

A alimentação das crianças obedece a regras muito simples e a uma quantidade enorme de bom senso. Apesar disto, existem ainda muitos boatos e mitos sobre alguns aspectos da alimentação das crianças.

1º Mito: A ceia é fundamental

Errado. No bebé mais pequeno, que come de três em três ou de quatro em quatro horas, não podemos falar de ceia. Após o nascimento, a criança demora alguns meses até adquirir um horário de refeições semelhante ao dos adultos. Mas, a partir dos seis meses, a ceia pode ser dispensada. Não quer dizer que seja proibida, apenas que só deve ser dada se a criança a pedir e que esta não deve ser acordada de propósito para que possa beber um leitinho. Este esquema pode manter-se até cerca de um ano de idade. Nessa altura, já a criança come de tudo, com refeições completas. Os seus dentes estão na fase de erupção mais acelerada e devem ser cuidados com carinho, o que inclui a escovagem de manhã e à noite, antes de ir para a cama. Por esta altura, o mais correcto é abolir a ceia. A partir dos doze meses de idade, o leite à noite pouco acrescenta em termos de calorias. O que a criança deixa de ingerir à noite acaba por compensar durante o dia. E o leite à noite fica na superfície dos dentes acabando por facilitar o aparecimento de cáries. Em resumo, a partir dos doze meses, a ceia, não sendo proibida, pode ser evitada.

2º Mito: A cenoura deve ser a base de todas as sopas

Errado. A cenoura é conhecida por ser de paladar saboroso e de fácil digestão. Por isso, é muitas vezes aconselhada como primeiro legume, a par da batata. Para além disso, é rica em vitamina A, que é fundamental para o desenvolvimento da visão - quem não ouviu já que «a cenoura faz os olhos bonitos»? Mas, após as primeiras sopas, nada justifica que a cenoura tenha uma presença obrigatória nas refeições da criança. Pode ser substituída por outro legume, nomeadamente a abóbora, como base da sopa. Para além disso, o excesso de cenoura leva a que algumas crianças acumulem na pele o pigmento alaranjado, ficando com o nariz e zona em torno da boca da cor da cenoura.

3º Mito: A criança deve manter sempre o mesmo esquema de alimentos

Errado. A preocupação dos pais deve ser a de oferecer à criança alimentos diversificados e de boa qualidade, e não a de manter um esquema alimentar monótono, em que a criança come sempre a mesma coisa. A criança deve ser estimulada a experimentar, pois a curiosidade é fundamental na nossa vida. «E se ela não quiser experimentar?», perguntam-me alguns paimageis. Nesses casos, a regra número um é não fazer da hora da refeição uma guerra. A criança deve ser educada de forma a provar de tudo e a ter liberdade para depois dizer que não gosta. O que não pode é recusar-se a experimentar um alimento novo que lhe surge à frente. A função dos pais é levarem-na a provar o novo mantimento  e depois respeitarem a sua vontade.

4º Mito: A educação faz-se falando com a criança

Errado. A educação faz-se pelo exemplo. Nunca observei uma criança com hábitos alimentares saudáveis quando os seus pais não os têm. A criança aprende observando, imitando aqueles que admira. Como pode uma mãe dar salada a um filho, se o pai, sentado na cadeira ao lado, recusa igualmente comê-la? Com que autoridade pode um pai dizer à criança que deve comer uma peça de fruta, quando a mãe diz ao mesmo tempo que nessa refeição não vai comer nada de sobremesa? É importante que as regras sejam ensinadas, mas é mais importante ainda que as regras sejam praticadas por todos os que convivem com a criança. Não existe outra forma de educar. E isto é válido não apenas para a alimentação, mas para muitos outros aspectos da educação infantil.

5º Mito: Os gelados são guloseimas

Nem todos. Existem gelados de água e gelados de leite. É verdade que os primeiros são verdadeiras guloseimas, feitas com água, um aroma e açúcar. Mas os gelados de leite têm habitualmente grande qualidade e fornecem à criança uma quantidade de cálcio apreciável. Nos dias mais quentes, substituir o leite ou sumo do lanche por um gelado de leite ou nata não tem qualquer inconveniente. E pode até servir para quebrar a rotina da criança.

6º Mito: A maioria das crianças obesas não vão tornar-se adultos obesos

Errado. Os estudos científicos mais recentes mostram exactamente o contrário: cerca de 70% das crianças obesas vêm a ser adultos obesos. Muitos pais não têm consciência (ou preferem não pensar nisso), mas a verdade é que existe uma relação muito grande entre a obesidade infantil e a obesidade em adulto. E um adulto obeso é um adulto com maior tendência para sofrer de hipertensão, enfarte do coração e tromboses cerebrais. Por estas razões, não percebo por que muitos pais e mães encolhem os ombros quando o seu filho de seis ou sete anos tem um peso que ultrapassa todas as curvas de percentis. Pensam que, com a adolescência, tudo voltará ao normal. Mas, como já vimos, na maioria dos casos não é assim. Deve ser preocupação dos pais que as crianças tenham um peso adequado ao longo de toda a sua vida. Se necessário, com a ajuda do pediatra ou, nos casos mais renitentes, de um dietista.

7º Mito: As papas devem ser evitadas porque engordam

imageErrado. A papa láctea representa um alimento privilegiado para fazer a transição entre uma alimentação exclusivamente à base de leite, como é aquela até aos quatro a seis meses, e uma alimentação em que, para além do leite, entram outros alimentos. Por esta razão, é muitas vezes o primeiro alimento que os bebés tomam quando iniciam a diversificação alimentar. Tem a vanta gem de ainda ter leite, mas possuir já uma nova consistência, servindo de passaporte para a introdução do puré de legumes. 

8º Mito: As crianças não podem comer entre as refeições

Errado. A preocupação dos pais deve ser a de manter alguma rotina em relação às principais refeições: pequeno-almoço, almoço, lanche e jantar. Nestas refeições, as crianças devem comer a horas certas e os alimentos certos com leite ou derivados ao pequeno-almoço e lanche e carne ou peixe ao almoço e jantar. Não existe qualquer inconveniente em que a criança coma um pequeno snack a meio da manhã ou a meio da tarde. O que está errado é a criança comer um grande snack que vai substituir a refeição principal que se segue. Da mesma forma, é importante que essa mini-refeição seja à base de leite, sumo ou cereais e está errado que esse snack seja constituído por guloseimas, como tantas vezes acontece. Desde que aquilo que a criança come a meio da manhã ou da tarde seja correcto, nas quantidades correctas e com qualidade, nada impede que tal possa acontecer.

9º Mito: A criança deve comer tudo passado enquanto não tiver dentes

imageErrado. Os dentes começam a surgir por volta dos seis meses. Mas podem surgir antes, ou mesmo alguns meses depois. Muitas crianças têm o seu primeiro dente aos nove, doze ou mesmo quinze meses, sem que isso represente necessariamente um problema. Por outro lado, a partir dos seis meses, a criança pode começar a comer alguns alimentos para além do leite, papas ou purés, como pedaços de pão, bolachas ou pedacinhos de banana. Para estes ali mentos, de mastigação fácil, a criança utiliza as gengivas, não os dentes. Os dentes anteriores, que são os que surgem primeiro, servem principalmente para rasgar, não para mastigar. Não faz por isso qualquer sentido que a criança não possa comer pedaços de alimentos enquanto não tiver dentes.

10º Mito: Todas as crianças deveriam tomar suplementos de vitaminas

Errado. O único suplemento que uma criança saudável necessita é o da vitamina D durante o primeiro ano de vida para facilitar o seu crescimento e a constituição de ossos fortes e resistentes. Após os doze meses, se a criança tem um regime alimentar sadio e equilibrado, não necessita de qualquer suplemento. Uma criança que tenha hábitos alimentares adequados consegue retirar dos alimentos as quantidades de que necessita de todas as vitaminas.

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Texto: Paulo Oom              Fonte: http ://www.paisefilhos.pt/

domingo, 4 de outubro de 2009

A nossa sala

Não existe uma organização espacial que se possa considerar exemplar ou que funcione como modelo. Cada educador deve adequar a organização do espaço às características e necessidades das crianças que o frequentam, às dimensões existentes, aos equipamentos de que dispõe, aos materiais educativos que possui ou que pode vir a possuir e à realidade local onde se situa a instituição.

A organização do espaço da sala de actividades por áreas de interesse bem definidas permite uma variedade de acções muito diferenciadas e reflecte um modelo educativo centrado na riqueza dos estímulos e na autonomia da criança.”

In Cadernos de Apoio à Prática pedagógica, Eselx

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Olá a todos! Vimos hoje apresentar-vos a nossa sala. Está organizada de forma a garantir a segurança do grupo e a possibilitar o livre acesso aos vários espaços e materiais, num ambiente físico ordenado mas flexivel, implusionador da autonomia das crianças.

Foram já introduzidas algumas áreas de interesse, que possibilitam a diversidade de experiências e a tomada de decisões: Área da biblioteca, Área dos Jogos de mesa, Área dos Jogos de Chão, Área da Casinha e Área da Expressão Plástica. O centro da sala encontra-se livre de obstáculos para que as crianças se possam movimentar livremente.

A área da biblioteca…

100_0728 É um espaço confortável e acolhedor onde nos podemos sentar ou deitar a ver os livros que temos permanentemente ao nosso alcance na biblioteca. Os livros vão sendo substituidos de acordo com os interesses e necessidades do grupo. É também neste espaço que nos reunimos para as actividades em grande grupo (acolhimento, canções, lançamento de actividades).

A área dos jogos de mesa…

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É o espaço onde fazemos todo o tipo de jogos de mesa: jogos de encaixe, puzzles, enfiamentos, jogos de correspondência. Os jogos vão sendo substituidos por outros consoante as necessidades das crianças.

A área dos Jogos de chão…

100_1195 Aqui podemos fazer construções com os legos duplos, explorar os animais, fazer corridas com os carros… uma das áreas preferidas da sala!

A área da casinha…

100_1191 É o espaço de eleição da maior parte do grupo. Aqui podemos dar asas à imaginação e ser aquilo que quisermos. Este é um espaço muito especial para todas as crianças porque é o reflexo da organização da vida familiar e das relações entre os vários elementos com quem se convive diariamente.

A Área da Expressão Plástica….

100_0738 Este é o espaço destinado ao desenvolvimento de actividades do domínio da expressão plástica: desenho, digitinta, pintura, modelagem, recorte, colagem, etc…

Num espaço comum à sala (dividido por paredes e janelas em vidro) temos a nossa casa-de-banho onde fazemos a higiene!

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Estamos a gostar muito de descobrir tudo o que a nova sala tem para nos oferecer…

“Um ambiente bem pensado e centrado na criança promove o desenvolvimento físico, comunicação, competências cognitivas e interacções sociais. Este ambiente permite que as crianças façam aquilo que naquele momento conseguem fazer mas, no entanto, cresce com elas.”

In Educação de Bebés em Infantários, 2003

domingo, 20 de setembro de 2009

Novo ano lectivo :)

Olá a todos. Desculpem a demora deste primeiro post depois da mudança. A verdade é que também a Inês está em plena fase de adaptação a um mundo completamente diferente do que (já) estava habituada… O balanço está a ser bastante positivo, faz-nos tão bem passar por novas experiências!

Mas hoje vimos aqui dar as boas vindas oficiais ao novo ano lectivo. O trabalho este ano será desenvolvido com um grupo de 16 crianças que caminha orgulhosamente para os 2 anos de idade.

eyes-of-a-childA criança de 2 anos assume uma capacidade crescente de autonomia, a sua vontade e intencionalidade aumentam (o uso intencional do “não”) e a sua afectividade está agora mais virada para o prazer de fazer sozinha.

É por isso que ouvimos tantas vezes aquele viste?”, que mostra que a criança quis fazer qualquer coisa de difícil  e tem consciência de o ter conseguido. Chutar uma bola para bem longe, saltar o degrau de uma escada, passar por baixo de uma cadeira, são pequenas dificuldades vencidas que se tornam um prazer em si. Junta-se depois à alegria da vitória a alegria social resultante das felicitações de um adulto disponível e apoiante das suas novas conquistas.

A criança de 2 anos é capaz de recordar e imitar sequências de acções e compreender as relações entre as coisas. Ela aspira ao equilibrio entre a autonomia e a segurança garantida pela certeza do amor”. (Gabriela Portugal, 1998)

Em breve vamos mostrar-vos a nossa sala…

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Ventos de Mudança…

imageEste é um ano de mudança. Depois de 3 anos a acompanhar um grupo de crianças no Infantário Piloto Diese, surge uma proposta de trabalho da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. A Inês decidiu aceitar este desafio, encarando esta mudança como uma grande oportunidade profissional que não pode deixar fugir.

A todos os pais e amigos da sala da Inês do Infantário Piloto Diese o meu grande obrigada pela disponibilidade, pelo carinho e pela participação crescente na vida escolar dos vossos filhos. Foram 3 anos fantásticos onde foi possível realizar um trabalho de qualidade com o qual todos ficámos a ganhar. Julgo ter ajudado os vossos filhos a crescer e com eles aprendi e também cresci muito.

Fica também aqui um agradecimento muito especial a toda a HPIM1011equipa do Infantário PD, com a qual foi possível trabalhar em estreita cooperação e com quem passei momentos intensos e muito, mas muito divertidos: Lena, Fátima, Marta, Vera, Andreia, Teresa, Xana, Joana e Mariana – OBRIGADA!

O blogue da sala da Inês vai, naturalmente, continuar, uma vez que o seu objectivo principal continua a ser o de dar a conhecer a todos os curiosos o trabalho que se pode desenvolver com crianças dos 4 meses aos 6 anos de idade.

Fica o sentimento saudável da saudade e a nostalgia dos bons tempos vividos no Infantário PD e abrem-se as portas a um novo desafio que virei aqui partilhar com todos vocês. Um grande beijinho e regresso em breve com novidades fresquinhas, fresquinhas…. :)